Microsoft descobre que IA é mais cara que pessoas
- Marcus Bruzzo
- 28 de mai.
- 2 min de leitura
IA pode ser mais cara que trabalhadores humanos, como evidenciado por empresas como a Microsoft.
Custo computacional da IA pode superar a economia da folha de pagamento, dificultando a substituição total.
Capacidade humana de adaptação e flexibilidade ainda é uma vantagem sobre a IA.
O "precariado" de Guy Standing ressalta a vulnerabilidade de quem aceita trabalhos precários por medo da fome.
As maiores empresas do mundo estão chegando à conclusão de que a inteligência artificial está saindo mais caro do que trabalhadores humanos. E sabe o que isso significa? Isso significa que a espécie humana não atingiu meios de valorizar o próprio trabalho humano.
Dessa forma, existem casos conhecidos em que empresas, como a Microsoft, concluem que o uso de IA é mais dispendioso do que empregar pessoas, tornando a substituição total de humanos por inteligência artificial financeiramente inviável. Em certas situações, o custo computacional pode superar a economia obtida com a folha de pagamento, que geralmente é um dos maiores custos (como deveria ser).
Isso não quer dizer que a IA seja dispendiosa para manutenção; na verdade, ela é ineficaz em comparação com a capacidade humana de adaptação criativa e flexibilidade em diferentes situações. Evidentemente, os seres humanos têm vantagem nesse aspecto, mas historicamente, por receio de passar fome, aceitaram reduzir o custo de sua mão de obra.
Afinal, não estaríamos diante daquela velha história em que, enquanto uma pessoa estiver passando fome, ela vai aceitar trabalhar por um custo que você não aceitaria trabalhar? Resultado disso sendo, a diminuição do pagamento de toda a categoria humana.
Andrew Feenberg e muitos outros afirmariam que, para quem investe na produção, a escolha entre tecnologia produtiva, seja uma máquina ou um ser humano, não importa, desde que no final seja mais financeiramente eficiente. E entre a máquina e o ser humano, apenas um deles sente fome.
E é sentir fome justamente a base do conceito de Guy Standing chamado precariado, a situação na qual 99% da humanidade se encontra em ter que trabalhar e aceitar essas condições, às vezes condições inumanas. Tudo isso por medo de passar fome. Máquinas não têm esse medo (e vale dizer, não possui medo de nada porque não possuem dor).
Não seria a única oportunidade de os seres humanos de fato fazerem um contra-cheque e falarem: Gosta do meu trabalho? Tá aqui o custo.
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